Infelizmente, fui um desses servidores. Me senti enganado pelo fato de não se acreditar que nunca se cumpriria de imediato o que estava escrito, e não por achar que tão cedo diluiria os recursos financeiros advindos da remuneração deste plano. Não contar com o apoio do PDV para iniciar meu plano de negócios - Escola de Informática, foi realmente um safanão que levei, quando ao procurar o Diretor de Pessoal de meu órgão para obter informações sobre o artigo que falava sobre Suporte Pós-PDV. Este declarou, com um certo tom de ironia:
- Ah, esse artigo aí é para inglês ver. Isso nunca vai acontecer! Não se alimente de esperanças.
Por outro lado, não senti tanto a situação "faltar chão" como a grande maioria sentiu ao ver que jamais iriam poder começar seu próprio negócio. Eu tinha um outro emprego, condição alcançada pelo fato de eu ser Professor Concursado da SEEDF, e exercer esta função no horário noturno.
Após mais de 20 anos de dedicação aos õrgãos onde fui lotado, estava também há mais de 4 anos consecutivos com salários congelados por estar na última referência de meu Cargo/Função e não ver perspectivas de nos próximos 10 (que faltavam para eu me aposentar), de sofrer qualquer progressão vertical ou horizontal dentro de minha carreira funcional (ou mesmo que um tal de Plano de Carreiras que vinha sendo articulado há mais de 4 anos realmente viesse), decidi-me por aderir a esse fatídico Programa.
Segundo a legislação corrente, deveria recorrer a justiça para reinvidicar meus direitos até 5 anos após a data de minha saída do órgão. Por senso ético, optei também por não recorrer a Justiça (via SINDSERV) para oficializar tal ato.E sempre posterguei tal iniciativa pensando sempre na máxima: "Comeu a carne, roa os ossos."
Nos primeiros anos pós-PDV pensava comigo: afinal, eu não me dei tão mal.
Até sair o tão esperado Plano de Carreiras do orgão. Mas quando ele veio, era tarde demais.
Nos últimos 5 anos, tenho sido contactado por ex-colegas que aderiram aos PDVs para somar forças em prol do Movimento Unificado de Reinvindicação dos Servidores que aderiram ao Programa, hoje denominado MURP. Pessoalmente, achava que moralmente o MURP deveria continuar na luta mas não acreditava que o movimento vingaria.
Hoje, devido à luta da maioria dos servidores vitimados, por esse Plano Desmoralizante de Vingança de FHC contra os servidores públicos, e o considerável apoio de alguns políticos comprometidos com a realidade do serviço público, acredito que já é viável o retorno ao local de onde nunca deveríamos ter saído.
Mais do que nunca, em todas as situações pelas quais já passamos, vale a máxima:
"Mais vale um inseto no bico que dois voando." E que, como aves, quando estivermos de volta ao nosso ninho
NÃO ACREDITEMOS MAIS EM PROPOSTAS PATRONAIS DESSA NATUREZA!
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ResponderExcluirHá uma corrente de servidores, pelo menos no IBAMA, que são fortes opositores ao nosso retorno:
ResponderExcluir1) Uma parte desses ex-colegas, nada mais nada menos são os que foram admitidos sem concurso, beneficiados pela Lei e amparados pela CB de 1988.
2) E além disso, ainda tem um "cara barbudo" aí falando mais asneiras.
Pergunto então a eles:
1) se a situação deles à época, fosse para aceitar agora, seria anti-ético pedir para serem admitidos?
2) Será que as várias aposentadorias dele também não seriam anti-éticas? Sem contar as presepadas do partido dele na época do Mensalão, será que ele realmente não sabia o que estava acontecendo?
Vale também a seguinte máxima:
"QUEM TEM TELHADO DE VIDRO NÃO JOGA PEDRA NA CASA DO VIZINHO!"